sábado, 17 de março de 2012

Erosão e Contaminação dos Solos

1. A Erosão dos Solos




Erosão é a destruição do solo e das rochas e seu transporte, em geral feito pela água da chuva, pelo vento ou, ainda, pela ação do gelo, quando expande o material no qual se infiltra a água congelada. A erosão destrói as estruturas (areias, argilas, óxidos e húmus) que compõem o solo. Estas são transportados para as partes mais baixas dos relevos e em geral vão assorear cursos d'água.
O ser humano pode ser um importante agente provocador das erosões. Ao retirar a cobertura vegetal de um solo, este perde sua consistência, pois aágua, que antes era absorvida pelas raízes das árvores e plantas, passa a infiltrar no solo. Esta infiltração pode causar a instabilidade do solo e a erosão.
Atividades de mineração, de forma desordenada, também podem provocar erosão. Ao retirar uma grande quantidade de terra de uma jazida de minério, os solos próximos podem perder sua estrutura de sustentação. 
A erosão é um problema muito sério, devem ser adaptadas práticas de conservação de solo para minimizar o problema.
  Em solos cobertos pela vegetação a erosão é muito pequena e quase inexistente, mas é um processo natural sempre presente e importante para a formação dos relevos. O problema ocorre quando o homem destrói as vegetações, para uso agrícola e deixa o solo exposto, porque a erosão torna-se severa, e pode levar a desertificação

Desmatamento e Queimadas
A erosão do solo é um dos graves problemas causados pelo desmatamento intensivo para a abertura de novas áreas de plantio, principalmente para a soja.
Neste caso, as principais causas da erosão são o desmatamento de encostas e margens de rios, as queimadas e o uso inadequado de maquinários e implementos agrícolas, que aceleram o processo erosivo.
Segundo o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), cada hectare cultivado no país perde, em média, 25 toneladas de solo por hectare. Isso significa perda anual de cerca de um bilhão de toneladas ou cerca de um centímetro da camada superficial do solo de todo o País.
desmatamento provocado pelas atividades humanas acelera muito a erosão natural. Em vez de cair direto no solo, boa parte da água da chuva bate antes na copa das árvores ou nas folhas da vegetação, que funcionam como um manto protetor. Isso diminui muito o impacto da água sobre a superfície. Além disso, uma rede de raízes ajuda a segurar as partículas do solo enquanto a água escorre pela terra. E não podemos esquecer também que a copa das árvores protege o solo contra o calor do Sol e contra o vento.
Há ainda outro problema resultante do desmatamento. Sem a cobertura da vegetação, as encostas dos morros correm maior risco de desmoronar, provocando desabamentos de terra e rochas, com graves conseqüências.
Quando o desmatamento é feito por meio de queimadas, ocorre outro problema: o fogo acaba destruindo também os microorganismos que realizam a decomposição da matéria orgânica e promovem a reciclagem dos nutrientes necessários às plantas. A perda de matéria orgânica deixa o solo mais exposto à erosão e à ação das chuvas, acentuando o seu empobrecimento.
A queimada também libera na atmosfera gases que, quando em concentração muito elevada, prejudicam a saúde humana. Além disso, nos casos em que a queimada é realizada de forma não controlada, ela pode se alastrar por áreas de proteção ambiental, parques, etc.
Por todos esses motivos, as queimadas devem ser evitadas.

Ao destruirmos a vegetação natural para construir casa ou para a lavoura, estamos diminuindo muito a proteção contra a erosão. A maioria das plantas que nos serve de alimento tem pouca folhagem e , por isso, não protege tão bem o solo contra a água da chuva. Suas raízes são curtas e ficam espaçadas nas plantações, sendo pouco eficientes para reter as partículas do solo. Finalmente, muitas plantas - como o milho, a cana-de-açúcar, o feijão e o algodão - não cobrem

Com a erosão, o acúmulo de terra transportada pela água pode se depositar no fundo dos rios, obstruindo seu fluxo. Esse fenômeno é chamado de assoreamento e contribui para o transbordamento de rios e o alagamento das áreas vizinhas em períodos de chuva.
  Desertificação
Desertificação é um fenômeno em que um determinado solo é transformado em deserto, através da ação humana ou processo natural. No processo de desertificação a vegetação se reduz ou acaba totalmente, através do desmatamento Neste processo, o solo perde suas propriedades, tornando-se infértil (perda da capacidade produtiva).
Nas última décadas vem ocorrendo um significativo aumento do processo de desertificação no mundo As principais áreas atingidas são: oeste da América do Sul, Oriente Médio, sul da África, noroeste da China, sudoeste dos Estados Unidos, Austrália e sul da Ásia. 
No Brasil, a desertificação vem aumentando, atingindo várias regiões. Nordeste (região do sertão), Pampas Gaúchos, Cerrado do Tocantins e o norte do Mato-Grosso e Minas Gerais são áreas do território brasileiro afetadas atualmente pela desertificação.
A desertificação gera vários problemas e prejuízos para o ser humano. Com a formação de áreas áridas, a temperatura aumenta e o nível de umidade do ar diminui, dificultando a vida do ser humano nestas regiões. Com o solo infértil, o desenvolvimento da agricultura também é prejudicado, diminuindo a produção de alimentos e aumentando a fome e a pobreza.
O meio ambiente também é prejudicado com este processo. A formação de desertos elimina a vida de milhares de espécies de animais e vegetais, pois modifica radicalmente o ecossistema da região afetada. A desertificação também favorece o processo de erosão do solo, pois as plantas e árvores não existem mais para "segurar" o solo.

Problemas causados pela erosão
A erosão tem provocado vários problemas para o ser humano. Constantemente, ocorrem deslizamentos de terra em regiões habitadas, principalmente em regiões carentes, provocando o soterramento de casas e mortes de pessoas. Os prejuízos econômicos também são significativos, pois é comum as erosões provocarem fechamento de rodovias, ferrovias e outras vias de transporte.

Formas de evitar a erosão

· Não retirar coberturas vegetais de solos, principalmente de regiões montanhosas;
· Planejar qualquer tipo de construção (rodovias, prédios, hidrelétricas, túneis, etc) para que não ocorra, no momento ou futuramente, o deslocamento de terra;
· Monitorar as mudanças que ocorrem no solo;
· Realizar o reflorestamento de áreas devastadas, principalmente em regiões de encosta.
Há ainda outro problema resultante do desmatamento. Sem a cobertura da vegetação, as encostas dos morros correm maior risco de desmoronar, provocando desabamentos de terra e rochas, com graves conseqüências.
Quando o desmatamento é feito por meio de queimadas, ocorre outro problema: o fogo acaba destruindo também os microorganismos que realizam a decomposição da matéria orgânica e promovem a reciclagem dos nutrientes necessários às plantas. A perda de matéria orgânica deixa o solo mais exposto à erosão e à ação das chuvas, acentuando o seu empobrecimento.
A queimada também libera na atmosfera gases que, quando em concentração muito elevada, prejudicam a saúde humana. Além disso, nos casos em que a queimada é realizada de forma não controlada, ela pode se alastrar por áreas de proteção ambiental, parques, etc.
Por todos esses motivos, as queimadas devem ser evitadas.

2. A Contaminação dos Solos pelo Lixo
O lixo é o maior responsável pela poluição e contaminação do solo. Residências, indústrias, hospitais e usinas nucleares produzem resíduos distintos. O lixo pode contaminar tanto o solo quanto as águas (subterrâneas, rios, lagos, mares). A decomposição da matéria orgânica do lixo produz o Chorume-resíduo fético e ácido, que polui os solos e as águas.

O Lixo Urbano


O aumento populacional nas cidades, aliado a uma sociedade extremamente consumista, faz gerar vários problemas ambientais. O lixo urbano é um desses problemas, ele pode ser de origem domiciliar (sobras de alimentos, papéis, plásticos, vidros, papelão), origem industrial (apresenta constituição variada, entre gasosa, líquida ou sólida), o hospitalar (seringas, agulhas, curativos, gazes, ataduras, peças atômicas, etc.) e o lixo desse século: o tecnológico (pilhas e aparelhos eletrônicos em geral).

Lixão a céu aberto



A destinação final do lixo nem sempre ocorre de forma correta, o lixo hospitalar, por exemplo, deve ser incinerado, queimado em forno de micro-ondas ou tratado em autoclave (esterilização por meio de vapores) e ser isolado da população, porém, parte desse lixo é depositada em lixões a céu aberto, o que pode causar a proliferação de doenças. 
Mas não é só o lixo hospitalar que gera problemas para a população e o meio ambiente, durante o processo de decomposição da parte orgânica biodegradável do lixo (restos de alimentos) ocorre a liberação de gases poluentes, o que ocasiona a poluição do ar, além do chorume (liberação da umidade contida nos resíduos orgânicos), que polui o lençol freático. 
O lixão desprovido de estrutura ideal para tratamento do lixo tem como consequências: a poluição do solo, das águas superficiais e subterrâneas, além da poluição atmosférica. Outro agravante é a proliferação de doenças como diarreia, amebíase, parasitose, entre outras. 
O destino adequado para o lixo urbano é o aterro sanitário, com estrutura para o tratamento dos gases e do chorume. Outra alternativa é a incineração, que também deve conter sistemas de tratamento para os gases liberados. Mas o processo de incineração e a implantação de aterros sanitários para o tratamento de grandes quantidades de lixo são caros, por isso é necessário que haja a conscientização da população, de forma que produza menos lixo, o que pode ocorrer através de ações como a coleta seletiva e a reciclagem. 
A coleta seletiva do lixo é uma prática fácil e que contribui bastante para a redução do lixo destinado aos aterros. Outra solução para o lixo é a reciclagem, uma forma de colaborar com o meio ambiente e obter dinheiro. 
No Brasil, aproximadamente 80% das latinhas de alumínio são recicladas, contribuindo para a redução de utilização da bauxita, que é a matéria prima necessária para se obter as latas de alumínio. Mas a principal atitude a ser tomada é a redução do consumismo e do desperdício.


Lixo Domiciliar e Comercial
Aquele originado da vida diária das residências, constituído por setores de alimentos (tais como, cascas de frutas, verduras etc.), produtos deteriorados, jornais e revistas, garrafas, embalagens em geral, papel higiênico, fraldas descartáveis e uma grande diversidade de outros itens. Contém, ainda, alguns resíduos que podem ser tóxicos.
Uma boa solução para os detritos inorgânicos é a reciclagem. Os adeptos da reciclagem usam os 4 erres para defini-la melhor: reduzir, Racionalizar, Reutilizar e Reciclar. Papel, Plástico, Vidro, latas de alumínio, embalagens plásticas de sucos e de refrigerante (PETs) são todos matérias recicláveis. Para ser reciclado esse material deve ser separado na coleta seletiva de lixo. Entretanto, essa prática ainda não é muito utilizada, pois, além de implicar um gasto maior das empresas que prestam esse tipo de serviço, por envolver maior número de caminhões e de funcionários, é preciso, sobretudo, conscientizar a população. No Brasil, cerca de 2% do lixo é reciclado . Algumas comunidades optam pela reciclagem, pois a venda do material reciclado pode servir se sustento para muitas pessoas.
Os detritos orgânicos do lixo domiciliar não podem ser reciclados, mas podem ser transformados em adubo orgânico ou produzir gás metano. Existem usinas de compostagem que fazem o processamento do lixo com esse fim.
Entre os resíduos do lixo domiciliar que necessitam de manuseio especial, destacam-se lâmpadas, remédios, pilhas, bateria de telefones celulares e de outros eletrodomésticos. Para solucionar o problema de descarte de pilhas e baterias, muitas empresas fabricantes desse tipo de produto têm realizado a coleta, ajudando, dessa forma, a preservar a natureza.
 O lixo Comercial é aquele originado dos diversos estabelecimentos comerciais e de serviços, tais como, supermercados, estabelecimentos bancários, lojas, bares, restaurantes etc. O lixo destes estabelecimentos e serviços tem um forte componente de papel, plásticos, embalagens diversas e resíduos de asseio dos funcionários, tais como, papel toalha, papel higiênico etc.


LIXO PÚBLICO



São aqueles originados dos serviços de limpeza pública urbana, incluindo todos os resíduos de varrição das vias públicas, limpeza de praias, de galerias, de córregos e de terrenos, restos de podas de árvores etc.
De limpeza de áreas de feiras livres, constituídos por restos vegetais diversos, embalagens etc.

Lixo industrial 
Aquele originado nas atividades dos diversos ramos da indústria, tais como, metalúrgica, química, petroquímica, papelaria, alimentícia etc. O lixo industrial é bastante variado, podendo ser representado por cinzas, lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros e cerâmicas etc. Nesta categoria, inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico
Lixo Hospitalar
 
Constituem os resíduos sépticos, ou seja, que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos.São produzidos em serviços de saúde, tais como: hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias, postos de saúde etc. São agulhas, seringas, gazes, bandagens, algodões, órgãos e tecidos removidos, meios de culturas e animais usados em testes, sangue coagulado, luvas descartáveis, remédios com prazos de validade vencidos, instrumentos de resina sintética, filmes fotográficos de raios X etc.
Resíduos assépticos destes locais, constituídos por papéis, restos da preparação de alimentos, resíduos de limpezas gerais (pós, cinzas etc.), e outros materiais que não entram em contato direto com pacientes ou com os resíduos sépticos anteriormente descritos, são considerados como domiciliares.

Lixo agrícola

Resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita etc. Em várias regiões do mundo, estes resíduos já constituem uma preocupação crescente, destacando-se as enormes quantidades de esterco animal geradas nas fazendas de pecuária intensiva. Também as embalagens de agroquímicos diversos, em geral altamente tóxicos, têm sido alvo de legislação específica, definindo os cuidados na sua destinação final e, por vezes, co-responsabilizando a própria indústria fabricante destes produtos.

Lixo Atômico


Resíduo radioativo – (pop.: Lixo atômico) é formado por resíduos com elementos químicos radioativos que não têm ou deixaram de ter utilidade. É gerado em processos de produção de energia nuclear, tanto em uso pacífico como em armamento nuclear, podendo ainda ser oriundo de outros usos, tais como tratamentos e diagnósticos radiológicos e pesquisa científica.
A destinação do resíduo radioativo é um dos problemas mais sérios resultantes do uso da fissão nuclear para a geração de energia elétrica.
O maior perigo apresentado pelo lixo atômico é sua radioatividade, tóxica e cancerígena, mesmo em quantidades pequenas.A radioatividade desse material diminui com o tempo. Todo radioisótopo tem umameia-vida T½ (entre frações de segundo e bilhões de anos), ou seja, o tempo necessário para perder metade (½) de sua radioatividade. Todo elemento radioativo decai para um elemento não-radioativo, mas o tempo necessário para que 99,9% dos núcleos radio-isótopos decaiam para núcleos não-radioativos é de aproximadamente 10 vezes T½, que no exemplo do Urânio-235 (o combustível de uma usina nuclear típica) seriam 7 bilhões de anos.

Origens de resíduos radioativos
Reatores nucleares
A produção mundial de resíduos radioativos por usinas nucleares é de cerca de 9.000 toneladas por ano. Resíduos de usinas nucleares consistem em:
§  Combustíveis gastos: produtos de fissão, combustível nuclear gerado, trans-urânios gerados, matéria não gasta
§  Produtos ativados: São materiais originalmente não radioativos (p. ex. do interior do reator ou dos arredores) que entraram em contato com radiação de neutrons e adquiriram radioatividade, tais como:
§  contêiners
§  equipamento que operou com combustíveis nucleares
§  peças do reator
§  tubos de mineração
§  roupa/equipamento de segurança dos funcionários
§  utensílios de limpeza
Mineração de urânio
A maior parte (cerca de 80%) dos resíduos radioativos origina-se na extração de urânio. Esse entulho é geralmente depositado próximo à mina correspondente. A inalação de poeira e a ingestão de alimentos contaminados representam um risco à saúde pública, especialmente à crianças e mineiros. Particularmente produtos de decaimento de urânio, como o gás Radon-222 apresentam maior radiotoxicidade.
Armas nucleares
O material físsil de uma bomba nuclear contém alto teor de radioisótopo Urânio-235 ou de Plutônio-239. Esses núcleos decaem naturalmente (fissão espontânea ou emissão de radiação α ou ß) para radioisótopos não físseis. Se o teor de radioisótopos físseis decair para uma porcentagem inferior a 85%, a bomba perde a capacidade de reação em cadeia tornando-se ineficaz. Para manter o material explosivo é necessário submetê-lo regularmente ao reprocessamento nuclear, gerando resíduos nucleares adicionais.
Uma quantidade considerável de resíduos nucleares foi gerada nos testes de bombas nucleares entre 1945 e 1966. Em atóis e ilhas do Oceano Pacífico (p. ex. MoruroaBikiniIlha Christmas) extensas áreas foram contaminadas pelos E.U.A, França e Reino Unido. A região de Semipalatinsk no Cazaquistão serviu como área de teste para a União Soviética. As populações indígenas foram e continuam vítimas dessa contaminação, sofrendo com diversos tipos de câncer, que inclusive podem se perpetuar em uma família. Além disso, esses povos possuem sérios problemas de alimentação por não poderem consumir produtos agropecuários de sua própria região.
Reprocessamento nuclear
Usinas de reprocessamento nuclear utilizam centrífugas de enriquecimento ou aproveitam do processo de difusão gasosa para separar material combustível não gasto (235U) e/ou material gerado no processo de fissão (239Pu), de resíduos não combustíveis. Esse processo enriquece o material físsil com objetivo de reutilizá-lo em novos elementos combustíveis. Porém, entre 0,1% e 1% de isótopos de meia-vida longa (aqueles que apresentam radiotoxicidade por milhares de anos) permanecem no produto residual após o reprocessamento. Assim sendo, sua disposição definitiva é absolutamente necessária.
Grau de radioatividade
Classifica-se os resíduos de acordo com grau de radioatividade: baixa, intermediária e alta - em inglês: low- (LLW), intermediate- (ILW), high-level waste (HLW).
Essa classificação não considera a toxicidade dos compostos. Também resíduos de baixa radioatividade podem apresentar altíssima toxicidade (p. ex. os isótopos que emitem radiação alpha). Esses tem que ser isolado da biosféra durante muito tempo, como por exemplo Estrôncio-90.
Problemas e Perigos
Armazenamento definitivo
O grau de segurança para disposição final é principalmente determinado pela ocorrência de produtos altamente radioativos e pelo teor de radioisótopos que emitem radiação alpha. No caso de disposição final direta (sem reprocessamento) de lixo nuclear, uma usina de grande porte, como Angra 2, gera cerca de 50 m³ por ano de resíduo de alta radioatividade (volume correspondente a um cubo de aprox. 4 m de aresta). Com reprocessamento são cerca de 7 m³ por ano (volume correspondente a um cubo de aprox. 2 m de aresta); porém a quantidade de resíduos de baixa e média radioatividade é 20 vezes maior, devido à geração de material radiotóxico durante o reprocessamento.
Contaminação da biosfera
O principal problema na disposição de resíduos radioativos é a percolação de tóxicos contidos no material radioativo para lençóis freáticos, levando assim à inevitável dispersão do material na biosfera. Uma vez contaminada, a água entra diretamente na cadeia alimentar, como por exemplo através de represas e poços e, indiretamente através da ingestão de alimento contaminado (incorporação da contaminação pelo pescado, utilização de água no cultivo agrícola, pecuária entre outros).
Como vários elementos contidos nos resíduos nucleares têm meia-vida de 1000 anos ou mais, eles devem ser isolados (depósito definitivo) durante muito tempo. Por exemplo o elemento Plutônio-239, que decai sob emissão de radiação alpha e possui atividade específica de 2000 Bq/µg, sendo portanto extremamente radiotóxico.
Ventos durante de um período de seca em 1967 e incêndios florestais em 2010 aumentaram a área contaminada nas regiões de Majak. A região de Majak é considerada a mais contaminada no mundo, devido ao grave acidente em uma central de reprocessamento em 1957. Cerca de 10.000 hectares em torno da instalação apresentam contaminação com aproximadamente 4·1017 Becquerel (mais do que a quantidade liberada no acidente de Chernobil). Incêndios florestais ocorridos na Rússia em agosto de 2010 também levantaram nuvens de poeira radioativa na região de Brjansk (região que ficou contaminada na catástrofe nuclear de Chernobil em 1986). Os incêndios fizeram as partículas radioativas chegarem à atmosfera e se distribuírem em áreas maiores, aumentando a região contaminada.
Transporte

Alguns países com usinas nucleares não possuem centrais de reprocessamento (Alemanha, Japão, Canadá). Assim, a escolha de deixar enriquecer em outros países traz como conseqüência o transporte de sustâncias altamente radioativas pelo mundo. Inclusive, a embarcação desses resíduos leva o perigo de contaminar mares e oceanos.
Os 4 Erres da Reciclagem



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Reduzir
Reduzir o consumo faz toda a diferença, tanto na questão ambiental quanto na econômica. Quantas vezes não consumimos por impulso ou por um desejo que julgamos impossível de conter? Juntamos quinquilharias, acumulamos roupas e sapatos, vivemos cercados de enfeites e seguimos uma rotina de comprar, comprar e comprar. Existe até as pessoas que acham ser possível curar depressão com o ato de fazer compras... Consumo consciente é a base do desenvolvimento sustentável e um grande aliado da harmonia ambiental.

Reutilizar
Reutilizar as coisas que parecem não ter utilidade significa encontrar novos usos, inventar e descobrir os prazeres da criatividade aplicada à preservação ambiental. Nossa casa é um reservatório de objetos sem utilidade aparente, isso acontece principalmente por ainda não praticarmos o primeiro “erre”. É legal fazer uma boa arrumação, identificar aquilo que está sem utilidade e encontrar um novo uso para tudo. Caso não haja mais utilidade, podemos doar estes objetos, o que é uma forma bastante caridosa de reutilização.
Racionalizar
Minimizar a emissão de poluentes atmosféricos através da adoção das melhores tecnologias que sejam técnica e economicamente viáveis.
Mitigar ao máximo o impacto dos poluentes atmosféricos reduzindo a contribuição para o aquecimento global e os impactos locais ao meio ambiente.
Minimizar o consumo de energia em todos os níveis de atividade, de forma a minimizar as emissões e o consumo de recursos naturais relacionados à geração de energia.
Reciclar

Reciclar atualmente é um consenso. O planeta já mandou vários recados que não comporta mais o ritmo de exploração de seus recursos naturais, o que exige de nós o pleno envolvimento com a prática da reciclagem. Diariamente enterramos uma riqueza imensurável, num ciclo absurdo de retirar a matéria prima da terra, utilizar mais recursos para transformá-la em produtos e, depois de usar por minutos aquele objeto, transformamos em lixo que vai sendo acumulado no planeta. Parece mesmo difícil de crer que este ciclo doido seja sustentável.
Os quatro “erres” são palavras. Simples e fáceis de memorizar, estes termos guardam em si o conceito da sustentabilidade e traduzem de forma objetiva um comportamento de plena harmonia com o meio ambiente. Nossa lista de “erres” pode crescer bem se acrescentarmos os conceitos de repensar sobre nossas atitudes, reagir em favor da preservação, readequar nossos padrões e tantas outras ações.
No fim das contas, independentemente das letras, temos mesmo que transformar as palavras bonitas em ações concretas. Pensar como ser vivo, agir como ser humano e viver como deve ser: sustentavelmente.



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