Conflitos internacionais, regionais, locais e ambientais
O mundo vive um dos períodos mais conflituosos
desde a Segunda Guerra Mundial, com mais de 120 conflitos armados ativos,
focados no Oriente Médio, Leste Europeu e África. As principais guerras em 2025
incluem a invasão da Ucrânia pela Rússia, o conflito Israel-Hamas/Hezbollah,
além de guerras civis no Sudão, Mianmar e Etiópia.
Principais
Conflitos Geopolíticos e Internos (2025):
·
Rússia x Ucrânia: Guerra de alta intensidade
com grande impacto geopolítico e energético, em curso desde 2022.
·
Israel x
Hamas/Hezbollah: Conflito
intenso na Faixa de Gaza e sul do Líbano, gerando uma grave crise humanitária.
·
Sudão
Guerra
civil severa entre as Forças Armadas Sudanesas e o grupo paramilitar Forças de
Apoio Rápido (RSF), iniciada em 2023
·
Mianmar: Guerra civil contínua entre
a junta militar e grupos de resistência após o golpe de 2021.
·
Região do Sahel
(África): Instabilidade crescente em
países como Burkina Faso, Mali e Níger, com atuação de grupos jihadistas.
·
Síria: Conflito prolongado desde
2011, com contínua instabilidade, apesar da deposição de Bashar al-Assad em
2024.
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Iêmen: Conflito de longa duração,
com ataques dos Houthis no Mar Vermelho gerando respostas militares dos EUA.
·
Etiópia: Tensões contínuas e
conflitos internos envolvendo o grupo Fano e o governo.
·
Afeganistão: O país vive sob o regime do
Talibã, enfrentando ataques do grupo ISIS.
Tensões
Globais e Outras Áreas de Atenção:
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China x Taiwan: Aumento da tensão
geopolítica, com receio de um conflito internacional envolvendo os EUA.
·
Coreia do Norte: Ameaças nucleares contínuas
contra a Coreia do Sul, Japão e EUA.
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América Latina: Crise na Venezuela com
disputas territoriais com a Guiana e violência extrema ligada a cartéis no México.
·
Brasil: Registro de altos índices
de conflitos no campo, incluindo grilagem e pistolagem.
A maioria
desses conflitos é impulsionada por disputas territoriais, questões étnicas,
políticas ou religiosas, sendo frequentemente guerras civis ou grupos armados
não estatais.
Conflitos
locais e regionais
Conflitos
locais e regionais atuais intensificam-se em 2025-2026, com focos graves na
Faixa de Gaza (Israel-Hamas), Ucrânia, Sudão, Líbano, Síria, Iêmen, Mianmar,
República Democrática do Congo, Haiti e instabilidades na Venezuela. Essas
crises são movidas por disputas territoriais, busca por autonomia, recursos
minerais e questões étnico-religiosas.
Principais
Conflitos Atuais:
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Oriente Médio: A
guerra entre Israel e Hamas em Gaza e o risco de expansão para o Líbano
(Hezbollah) criam instabilidade profunda.
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Europa: A
invasão russa da Ucrânia (iniciada em 2022) continua com bombardeios massivos,
com a Rússia controlando cerca de do território ucraniano.
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África: Sudão
vive crise humanitária grave. Moçambique enfrenta insurgência islâmica,
enquanto a Etiópia ainda lida com tensões pós-Tigray.
·
Américas: O
Haiti enfrenta colapso de segurança devido à violência de gangues, e a
Venezuela apresenta tensões com os EUA e aumento de presença militar na região.
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Ásia: Conflitos
ativos na região dos Rohingya (Mianmar/Bangladesh), Afeganistão e tensões
contínuas no Caxemira (Índia/Paquistão).
Esses
conflitos, frequentemente alimentados por disputas territoriais (responsáveis
por 85% das disputas desde 1945), resultam em severas crises humanitárias, com
milhares de mortes e deslocamentos forçados de populações.
Conflitos
no Brasil
O Brasil
registrou um aumento crítico nos conflitos no campo, com 2.185 casos em 2024, o
segundo maior índice desde 1985, marcado por alta na violência contra
indígenas, posseiros e quilombolas. Disputas por terra, grilagem, trabalho
escravo e contaminação por agrotóxicos, concentradas na Amazônia Legal, geram
graves impactos socioambientais e ameaças de morte.
Principais
Conflitos no Campo (2023-2024)
·
Aumento da Violência: Em 2024, os conflitos no campo atingiram o
segundo maior patamar da série histórica da Comissão Pastoral da Terra (CPT),
com um aumento de 57% nos últimos dez anos.
·
Alvos e Causadores: Povos indígenas, posseiros e quilombolas são os principais alvos.
A violência é gerada majoritariamente por fazendeiros, empresários e grileiros
·
Estados Críticos: Bahia, Pará, Maranhão, Rondônia e Goiás concentram o maior número
de ocorrências.
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Tipos de Conflitos: Incluem pistolagem, grilagem, invasão de terras, destruição de
pertences e trabalho análogo à escravidão.
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Ameaças e Assassinatos: Ameaças de morte subiram 24% em 2024, e
tentativas de assassinato cresceram 43%, com 79% das vítimas indígenas.
Contexto
e Consequências
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Amazônia Legal: Região com altos índices de violência letal, com taxa de mortes
violentas superior à média nacional, frequentemente ligada a crimes ambientais
e organizados.
·
Disputa por Recursos: Conflitos envolvendo a disputa por água e
terra, afetando a segurança dos pequenos produtores e populações
tradicionais.
A
situação reflete a persistente desigualdade no acesso à terra e a impunidade na
zona rural brasileira.
Conflitos Ambientais
Conflitos ambientais (ou socioambientais) são disputas entre grupos
sociais com interesses opostos sobre o acesso, uso e gestão dos recursos
naturais ou serviços ambientais. Envolvem frequentemente populações
tradicionais, comunidades locais ou minorias contra interesses econômicos como
grandes empreendimentos, mineradoras ou madeireiras, resultando em degradação
ambiental, desmatamento e desigualdades sociais.
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Principais Causas: Disputa por
recursos escassos (água, terra fértil), exploração de minérios e madeira,
grilagem de terras e instalação de grandes obras (hidrelétricas).
·
Atingidos: Povos indígenas, quilombolas,
ribeirinhos, pescadores artesanais e agricultores familiares.
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Consequências: Desmatamento, queimadas,
contaminação do solo/água, perda de biodiversidade e, frequentemente, violência
e deslocamento forçado.
·
Exemplos no Brasil: Construção de
Belo Monte, desastres de mineração (como Samarco em Minas Gerais), e conflitos
por terras indígenas no Mato Grosso do Sul.
·
Justiça Ambiental: O campo de
estudo busca dar visibilidade e proteger populações vulneráveis, sendo que 17%
dos casos analisados obtiveram vitórias jurídicas, como cancelamento de
projetos.
Os conflitos ambientais não se limitam apenas à degradação física, mas
também à imposição de uma visão de desenvolvimento que ignora as formas de vida
tradicionais.
Professora: Mirian de Oliveira Lira
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