Industrialização do continente americano
A
industrialização no continente americano é marcada pela disparidade:
precoce e consolidada na América Anglo-Saxônica (EUA/Canadá), focada em
tecnologia e matérias-primas, e tardia na América Latina, impulsionada pela
substituição de importações no início do século XX e intensificada pós-Segunda
Guerra Mundial. Brasil, México e Argentina são os maiores polos
latino-americanos, com indústrias de base e de consumo.
Principais
Características e Fases:
·
América Anglo-Saxônica (EUA): Industrialização iniciada no século XVIII e
acelerada após a Guerra Civil (1865-1918), focada inicialmente em siderurgia e
ferrovias, com destaque para a região do Manufacturing Belt e,
posteriormente, a migração para o Sun Belt (tecnologia/aeroespacial).
·
América Latina (Tardia e Dependente): A industrialização acelerou-se devido à crise
de 1929 e às Guerras Mundiais, que dificultaram a importação de produtos,
gerando o modelo de Substituição de
Importações. É
caracterizada pela dependência de capital e tecnologia estrangeira, com
concentração no Sudeste brasileiro, México e Argentina.
·
América Central: Industrialização incipiente, com forte dependência do setor
primário e terciário.
Setores
Industriais e Desafios:
·
Destaques: Setores
automobilístico, têxtil, de alimentos/bebidas e, no Brasil, a indústria
aeronáutica (Embraer).
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Fatores de Impulso (América Latina): Mão de obra abundante, recursos naturais e
forte mercado consumidor interno.
·
Desafios: Necessidade
de maior investimento em tecnologia própria para romper a dependência de
multinacionais
Professora: Mirian de Oliveira Lira
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